Como evitar o excesso de resíduos da construção civil?

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Um dos assuntos que mais chama a atenção atualmente em nosso segmento diz respeito aos resíduos da construção civil.

Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), em sua Resolução 307/2002, são considerados resíduos os materiais:

  • provenientes de construções, reformas, reparos e demolições,
  • resultantes da preparação e escavação de terrenos.

Esses resíduos, quando possível, devem sofrer processos onde possam ser reutilizados ou reciclados, segundo a legislação vigente.

Paralelo a isso, cada vez mais empresas e consumidores que necessitam contar com serviços envolvendo obras buscam alternativas que diminuam o volume de resíduos para colaborar com o meio ambiente.

Esse movimento ganha força em todo o mundo, onde profissionais e empresas ligadas ao segmento que buscam por essas alternativas passam a ser vistos e percebidos pelo mercado como diferenciados, voltados ao que tem sido chamado de construção sustentável.

Você também pode pegar parte desse mercado! Neste post apresentamos boas práticas para evitar o excesso de resíduos da construção civil e, consequentemente, ter mais um diferencial competitivo. Continue lendo e saiba mais sobre o assunto!

 

O que são resíduos?

Resíduos são partes que sobram dos processos produtivos e daqueles derivados das atividades humanas e animal.

No segmento da construção civil, os resíduos mais comuns encontrados são:

  • tijolos, 
  • telhas,
  • madeira,
  • plástico,
  • estopas,
  • lixas,
  • solventes,
  • tintas,
  • etc.

Como se observa, são diversos tipos de materiais, com características bem diferenciadas, por isso, a legislação os dividiu em classes, visando facilitar a separação e determinando o destino adequado de cada um deles. Bora conhecer cada um deles!

 

Quais os tipos de resíduos?

A composição dos resíduos da construção civil é a responsável em dividi-los por classes, exigindo um tratamento diferenciado para cada uma delas:

 

Classe A

A classe A é composta por materiais que podem sofrer o processo de reciclagem transformando-se em agregados, ou seja, podem ser reaproveitados e tornar-se matéria-prima nas obras de infraestrutura e edificações.

Também fazem parte dessa classe os materiais que podem ser reutilizados, esse termo é usado para designar aqueles que estão ainda em boas condições de uso e podem, portanto, ser aproveitados em outros espaços.

Como exemplo desses materiais temos: argamassa, tijolos, tubos de concreto, telhas, blocos de concreto e revestimentos cerâmicos.

 

Classe B

Na classe B são encontrados os materiais que podem ser reciclados, no entanto, podem ganhar uma nova destinação da indústria da construção civil.

Isso significa a possibilidade de passarem por algum processo fabril que os transforme em matéria-prima a ser utilizada nos mais diversos segmentos da atividade humana.

Nesse caso, são considerados materiais da classe B: vidro, papelão, gesso, plástico e madeira.

 

Classe C

Existem ainda materiais que, apesar de possuírem características apropriadas para a reciclagem, não podem ser aproveitados, pois, não existem soluções economicamente viáveis para isso. 

Esses são os considerados de classe C.

Isso significa que o processo de reciclagem ou reutilização desses materiais é muito oneroso, inviabilizando o seu processamento e  comercialização no mercado.

Exemplos desse tipo de materiais são estopas, pincéis, lixas e panos.

 

Classe D

A quarta e última classificação é conhecida como D, composta por materiais e substâncias que são nocivos à saúde.

Para evitar problemas, esses produtos precisam ser separados e destinados a locais em que sofram um processo que não venha a contaminar o meio ambiente, outro cuidado é que fiquem isolados de pessoas e animais.

Os materiais classificados como D são os seguintes: 

  • solventes, 
  • tintas, 
  • materiais de amianto,
  • qualquer outro entulho que possa estar contaminado, como, por exemplo, aqueles gerados por reformas de clínicas, hospitais e indústrias de produtos perigosos.

 

A legislação também prevê que, para cada classe de materiais, destinos adequados sejam providenciados, onde a agressão à natureza não ocorra e o reaproveitamento diminua a extração de materiais virgens do meio ambiente.

É importante destacar que cerca de 90% dos resíduos da construção civil se encontram na classe A, portanto, boa notícia! Eles são perfeitamente passíveis de reutilização ou reciclagem.

 

Quais alternativas existem para diminuir os resíduos da construção civil?

Para atender a legislação, colaborar com o meio ambiente e diminuir substancialmente os resíduos da construção civil, algumas ações podem ser tomadas, como:

  • planejar todas as etapas da obra identificando as reais necessidades,
  • construir o depósito próximo ao local da obra,
  • trabalhar com profissionais qualificados,
  • melhorar o sistema de armazenamento para evitar quebras,
  • fazer uma auditoria diária do uso de materiais na obra,
  • Conhecer o passo a passo de aplicação dos produtos utilizados,
  • Ter conhecimento sobre o consumo dos produtos para comprar uma quantidade coerente com a obra,
  • identificar o local de despejo dos resíduos, separando-os de acordo com as classes,
  • utilizar técnicas de construção que diminuam os resíduos,
  • reutilizar os resíduos no próprio canteiro de obras.

A busca pelo aperfeiçoamento das operações deve ser uma constante nas atividades profissionais e na indústria da Construção Civil não é diferente.

A verdade é que existem muitas maneiras de diminuir a geração de resíduos e optar por soluções tecnológicas que colaborem para isso é uma excelente ideia.

Avalie os materiais que serão utilizados na construção e prefira aqueles que evitam desperdícios e trazem ganhos produtivos e financeiros.

Aos profissionais da área, cabe o aperfeiçoamento e a busca por conhecimentos que possam colaborar com esse assunto, o que abrirá novas oportunidades de trabalho e valorizará o currículo.

Não fique para trás: existe uma movimentação mundial, apoiada pelos Governos de diversos países e por grandes organizações que protegem o meio ambiente e incentivam ações sustentáveis em todas as áreas.

Os consumidores já perceberam que é necessário mudar o cenário atual, onde a preservação ambiental precisa fazer parte da prioridade da humanidade, sob pena de sérios problemas em curto período.


Se você, de alguma forma, está envolvido com a construção civil e quer se aprimorar e conhecer mais detalhes , conheça o Parceiro da Construção, uma iniciativa da Saint-Gobain que visa colaborar com o segmento e possibilitar a todos grandes oportunidades!

 

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